sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ponte



Viva e vivida lembrança: Outubro de 1988


Energia

Estás presente como um presente para os homens, para a vida e para além desta vida.

Energia, que cai, brota, emerge como um instrumento, consciente ou inconsciente. És a harpa pacífica e serena, como também és um vulcão em erupção, és uma arma, és amor. És tudo, tudo que quisermos, és um nada – mudo. 

Vagas ao léu, barco sem rumo?

Não. Estás em tudo: Nós é que estamos: inconscientes ou conscientes, a ti.

Deleitar-me nas tuas correntes é vida, é só questão de consciência, pois és a harpa ou a arma.

E em meio ao acordar que te indaguei: o mundo te conhece?

Claro que sim. Eu é que não te conhecia consciente.

Leva-me nas correntezas: luz. Deparo-me: luz.

Agacho-me em profunda e sentida humildade qual fruta que leva a semente de sua origem.

São meus pensamentos e emoções que irão fazer esse fruto ser doce ou amargo, nutritivo ou destrutivo.

Energia.

Não nego, existiram momentos que melhor seria não te conhecer. Dormias tranqüila qual criança no leito da minha vida. Teu acordar foi outrora suave, como um bebê, embora fosse imprevisível. Agora é diferente, geras uma força que excede a tudo que já senti. Deparo-me com uma verdade se acaso pára a energia no racional, no ser pensante, a força fica qual redemoinho a gerar emoções.

O que exiges, energia?

Não é mais consciência do foi, é como um pulsar à frente.

- Meu ser pensante é tão difícil dizer-te, fazer-te entender... Não há como deter, se deténs ou reténs a energia é o mesmo que enlouquecer. Entendes? Ficar com a energia em ti tece tantos pensamentos e esses pensamentos trazem tantas emoções: é o redemoinho... E tenho que seguir.

És um aliado, ser pensante, um magnífico aliado, pois tudo corre contigo acordado, consciente. Renda-se à energia que nos leva, ainda não sei onde.

Indaga-me, ser pensante, o tempo inteiro e puxas as emoções. Ah ser pensante, renda-se e deixe que o amor, inundado de energia siga a trilha, e que sintamo-nos conscientes. Queres um exemplo: ao acordar, se existe o indagar, tece-se a rede, as emoções contraditórias. Ao acordar, se simplesmente sentimos a vida, tudo é vida. É neste ponto em que excede-se a energia, como uma expansão, dando-nos força que leva-nos à trilha como para um reino. E ao meu ver, no reino não existe o impossível, existe vida que pulsa e chama.

E lembro-me: quando energia não te conhecia, agia como criança sem muito raciocinar, me levaste e relutei em acreditar. Fugi como adolescente querendo ser autossuficiente negando o sentir e a usar fórmulas, a lógica reinou e levou-me ao profundo abismo, ao fundo do poço e que só vi a claridade da luz acima, quando permiti o sentimento soltar-se, que sedento buscava nutrir-se. Que me fez ver consciente que o amor sentido, é eterno.

Nivelada simplesmente sou. Vejo que as emoções vão e voltam, e o sentir amor permanece. Meu ser e amor permanecem, pois são eternos.

Preciso que seguir o caminho, pois existe o pulsar à frente. Teimar, reter-me ao ser pensante racional, prendo o que sinto.

E todo fica o aprendizado, que em meio à terrível guerra, em mim mesma, surgiu, renasceu meu sentir, que dá-me luz. Estar de acordo com essa sinfonia é sentir o perpetuar, onde o colorido emanado é sutil, é vida, e vida não é para ser entendida e sim ser sentida, simplesmente vida.

O que enxergo a frente: A Ponte.



A ponte.
No aqui agora ela presente.
Transpô-la é também escolha.
Um transporte para nossos corações.
Seguindo adiante há o Campo. 

domingo, 25 de outubro de 2009

Som do Chamado

A expansão segue o ritmo do pulsar do coração.
A mente acompanha qual o balanço: um vai e vem.
Se respiro o que o que sinto,
Mais forte e intenso fica o Vai e Vem.
O foco: Ali.
No balanço... há um aguardar.
Mesmo que quietos fiquemos,
há o ritmo...
O aguardar,
garantindo-se: a chama está acesa e sinto o som
O chamado de Ali chegar.

Pois parte de mim,
ali esta. 

domingo, 18 de outubro de 2009

Sopro



Qual vento,
flecha ou tecla...Energia corre.
A recepção é de cada um, como a decodificação.
Enquadrá-la para assimilá-la.
Sentir para agir.

Movimento e expansão,
Alguns em recolhimento de si para consigo.
Pois o expressar é expor-se.
Onde há o tempo pessoal.

Voltamos á consciência,
Caminhos ou trilhas. Independe, pois o sopro nos coloca em posições.
Em todos é sentida: mudança.
O sopro alia-se á própria energia coração.
E a lógica nem sempre alcança.
Retidos alguns...Mas isso está acima.
Importa é que sentem e dentro do “tempo certo” voltaram a dar as mãos. 

Movimento: Leque aberto, onde todos são acolhidos.
Expansão: sopro exalação.
Mudanças: sintonização.
E a bela canção entoada.
Você, eu... Entoada por todos os corações,
em aliança: o sopro que a leva.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sempre



No Silêncio, e vazio da mente.
Existe só o Agora Sempre.
Respirando e exalando.
Ritmo do pulsar coração.
Luz acessa em todos nós.
A Luz e o Sempre: Amor.
A percepção amplia-se: o Prometido ocorre!
O render Graças...


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Observa


Olhando a própria imagem refletida,
do Lá ao Cá, Cá e Lá.
Qual arco, ponte.

Dentro da visão tridimensional: difícil enxergar.
A percepção da energia coração, Amor: o fluxo expansão.
Há mudanças...
A pergunta que a mente faz: para onde?
E a resposta: onde teu coração aponta.

domingo, 4 de outubro de 2009

Despertar


Dentro do não tempo, sente-se: Agora.
Este sentir entra no aqui em terra pelo coração, e trás o Agora.
E o prometido fica mais e mais sentido e visível.

Tuas palavras e promessas.
Não fogem ao sentido, o sentido teve que percorrer o tempo.
E torna-se sentido caminho,
torna-se sentido no coração.
Não são dúbias, são claras como a Fonte, são as mesmas há séculos.
A limitação racional enquadrou,
o que foge ao quadrado da matéria e transcende.
E cada um que as sente: exala nos quadrantes.
Despertar...Despertar ao compromisso assumido por si mesmo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Momento

 
Momento de silêncio.
Árvores em meio às areais...
Luz permeando Tudo. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Passo

Um passo é dado.
Diante de “longo tempo”: manutenção.
Onde a Água era dada aos que tinham sede.
Agora seguem a Fonte.
O passo dentro do compasso da canção.
Há consciência do foi e será.
O É... vem o leve sorriso, a condução norteia - como sempre.
Passo, que se enquadrar na classificação mental, sairá um: é muito.
A resposta: são para os que sentem.
A “seleção” não é de ninguém, é apenas e tudo: Sintonia.
A flecha no Ar indica e mostra: rumo.
Juntos no Somos, um abrigo.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ouvis-te


Ouvis-te?
O som surdo, rasgando véus que “prendiam” o Ilimitado.
Som das teclas,
Som da flecha,
Som de festa...
E o coração comungando,
no ritmo da canção: há Soma... mais e mais.

Silenciosa “espera”, mas sentindo e olhando: o Sol Nascendo.
Um longo suspiro: enfim!



sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Guardiões



Gaivotas e Garimpeiros.
Um trato firmado há tempos.
Como aves antigas, zelam.
Voavam observando, voavam nutrindo o povo com a energia.
Cada cota dada: nutriram.
Cada zelo: mantiveram...
Gaivotas sábias.
Por vezes, gaivotas em terra: garimpeiros


Garimpeiros antigos, puxando suavemente e lapidando, a pedra angular de cada ser.
Longo trabalho... as peneiras ao lado a repousar
Sábios Garimpeiros.
Gaivotas que sentem, alimento energia: já em expansão...
Garimpeiros que sentem: as pedras estão expostas...
Se faz necessário Lugar, onde juntos: guardiões antigos e povo, olharem para o céu.
E sentindo, verem: há luz.
Luz interna e Luz externa.


Aos guardiões de eras, que mantiveram e sustentaram a energia.
Profundo e Sentido: Respeito.

domingo, 20 de setembro de 2009

Movimento e Expansão



Palavra.
Falo a ti Arqueiro, na sintonia e no silêncio, cá estamos cientes que cada palavra: arcamos.
Cada uma dela, arco.
Inclino-me ao tom da condução, e sigo...

Qual pensamento que se projeta ou acompanha o movimento,
qual emoção que preenche ou não.
A escolha da freqüência muda o foco.

Área coração, comungada com elos.
Elos sentidos saem palavra: sempre.
O ideal sentido: silêncio.
Mas elas surgem...Vindas do que foi fincado e firmado.
Dentro do prometido. No prometido e permitindo-se, há Condução.
E o prometido - tão visto: cumpre-se.
Há expansão.

A afirmativa: arca-se com cada uma proferida.
As interpretações não detêm...estão se alinhado.
Como energia, está sujeita tudo, as variantes das interpretações ou as freqüências, mas não se exila o teor do Ser. Somente expõem: Seres.

Nas exposições da expansão, 
viajantes sabem, pois sentem que têm o mapa, 
está no pulsar coração em ritmo,
não há premio, exceto o retorno ao Reino. 
E o retorno é dado de mãos dadas.
A palavra não é de Um, é o som de Todos Viajantes. 
O som sendo entoado, qual murmúrio: som do coração.

E no movimento sentido da expansão vindo da condução: Seres sentem.
No silêncio é: seguimos...



quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Arqueiro

 

Nossas palavras.
Nossas falas, nossas comunicações, nossos gestos.
O contexto está nas freqüências que são proferidas.
Sem serem tuas ou minhas,
Exceto a sintonia que há necessidade ser mantidas.
Só dentro dela, energia coração, faz: sentido.
E lendo: Vamos?  - Dimensões Internas. Belo e sentido texto: inspiração.
E dentro também do contexto, assim facilita a própria mente se nortear.
Compreensão amorosa
Na compreensão amorosa: abraços, ato coração, onde o ser se desloca para situações (causa ou efeito).
Se o olhar for de Cá, cabem poucos, no abraço.
Mas a extensão da energia é ilimitada,
transborda e transcende onde “ainda” para a mente: é impossível.
E vem daí a escolha? Da limitação ou classificação dada por ela.
Impera o silêncio,
E nele tudo é sentido.
Sentido o respeito com o tempo de cada ser,
sentido que: tantos sentem... Mas falar, falar o quê? 
Se junta aí o comprometer. 
Ressurge a lembrança do Arqueiro,
Mirou os alvos e atingiu o coração... Dor alguma.
Inúmeros Si propuseram estar nesta área.
Arqueiro,
Ao som das palavras,
Cientes: responsáveis!
Arcando com cada uma delas.
...AR Quero.

domingo, 13 de setembro de 2009

Ali



Gritei, um grito surdo, e ouvis-te...
A resposta: brisa morna.
Olhando e sentindo,o movimento, o coração em ritmo...
Sentindo os movimentos da natureza, respira-se...
Sentindo a própria natureza interna, respira-se.
A mente acompanha e indaga: como permanecer neste contato?
A ela, cabe, a constância.
Pois no coração há permanência.
O olhar não é vago, olha o céu, o coração responde.
Sem divisa, embora em terra há o tempo e a distância.
Mas ao ser; ser energia coração,comungo com o ali.
Dentro do ser, há a certeza: não há tempo nem distância.
Abre-se tempo, e voa-se no aqui agora.
O sentido foge dos cinco.
A percepção da energia coração... Não, não toco o impossível.
Toco o ali, ali tão esperado e nunca cansado.
E ali me refaço.
E rendo minha vontade a Tua vontade.
Ecoa uma vontade...
A minha: de Lá ficar, lá o lar,
oitavas acima.
Não, não é alto...é simplesmente ali.
Uma vontade de tantos, e no tantos, pelos elos dourados dar-se à Soma.