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domingo, 13 de setembro de 2009

Ali



Gritei, um grito surdo, e ouvis-te...
A resposta: brisa morna.
Olhando e sentindo,o movimento, o coração em ritmo...
Sentindo os movimentos da natureza, respira-se...
Sentindo a própria natureza interna, respira-se.
A mente acompanha e indaga: como permanecer neste contato?
A ela, cabe, a constância.
Pois no coração há permanência.
O olhar não é vago, olha o céu, o coração responde.
Sem divisa, embora em terra há o tempo e a distância.
Mas ao ser; ser energia coração,comungo com o ali.
Dentro do ser, há a certeza: não há tempo nem distância.
Abre-se tempo, e voa-se no aqui agora.
O sentido foge dos cinco.
A percepção da energia coração... Não, não toco o impossível.
Toco o ali, ali tão esperado e nunca cansado.
E ali me refaço.
E rendo minha vontade a Tua vontade.
Ecoa uma vontade...
A minha: de Lá ficar, lá o lar,
oitavas acima.
Não, não é alto...é simplesmente ali.
Uma vontade de tantos, e no tantos, pelos elos dourados dar-se à Soma.